Às vezes dou por mim a pensar: O que seria a nossa vida se pudéssemos fugir daqui? Levava-te comigo para onde nós sabemos e ia hoje mesmo de malas aviadas para lá. Já imaginaste um mundo de possibilidades que podíamos atingir? É um risco eu sei, mas seria a diferença entre o estar bem e o estar menos bem onde estamos. E digo-te que fico tremendamente contente por saber que partilhas comigo a ideia de que a mudança de ares faz sempre bem, e que ares! E que passear naqueles jardins, saborear aquela gastronomia, ver um mundo e cores completamente distintos das que estamos habituados é diferente de passear NESTES jardins, saborear ESTA gastronomia e ver sempre o MESMO mundo e as mesmas cores ao mesmo tempo. Vamos já? Vamos continuar lá a viver o amor que temos para dar um ao outro? Vamos sair desta cúpula e imaginar que só aqui voltaremos quando for estritamente necessário?
Verdades Inocentes
Há muito que não sabia o que era escrever aqui neste meu cantinho. Sabes o que me assalta neste momento? A maneira incrível com que penso em ti a cada momento, o que nestes meses me ensinaste a descobrir e a cravar na pele as razões porque ainda vivo. Nem sabes o sorriso que me puseste na cara, nessas tardes de verão loucos que me punham os olhos dum azulado cintilantes, com um brilhozinho ao canto onde te espreitava e onde me sentias - acorda amor, temos de ir embora - acreditas que nem o café que tomo diariamente me sabe bem sem ti? Emanas sobriedade, transpiras suavidade em cada coisa que me dizes - deixa-te estar, eu cuido de ti!. Fazes pôr o amor a um canto por seres muito mais do que isso. Liliana, eu Amo-te.
Eu sei que algures num sítio só e em toda a parte me lês, e lês a incredulidade e o vazio que deixaste em todos nós. Não podias ter dado a volta à vida e teres dito que desta vez ias demorar mais que o normal? Não podias ter ajuizado melhor o momento para o fazer? Ainda hoje desacredito tudo o que se passou pela maneira nada fácil de engolir a morte dos que gostamos e dos quais guardamos memórias para o resto da vida - Porra, não guardamos memórias para o resto da morte que nem sequer tem resto! - e pergunto-te: porque só assim é que pudeste aparecer na televisão, ser destaque nos jornais, porquê? Deixaste-me o legado enorme de não perder mais a vida que tenho e de aproveitar cada coisa, cada lugar, cada segundo que passa. E acredita que onde estejas, vais ver que cada vitória minha, dedico-te também a ti meu grande amigo.
Olha pelos teus, por nós!
Até já Ricardo Lagarto.
Hoje é oportunidade de falar deste 2010 que já lá vai. Para quem reconhece os meus passos sabe o que significou para mim este ano, mais ainda, significou por uma vida inteira - voltei novamente a ser feliz. E creio ser essa a maior dificuldade deste mundo, de se encontrar mas sobretudo de entender e encontrar a felicidade, porque hoje sei que esperar que as coisas caiam do céu é meio caminho andado para nada se ter e nada ser. Encontrei-a, mimei-a e aconcheguei-a bem perto da alma que há muito me consumia por dentro e não pude admitir uma nesga de porta aberta porque esta fechou-se restritamente a quem ainda hoje 'existe' para mim e nutro a maior sensibilidade. Dois mil e dez deveu-se sobretudo à pessoa que mais me abri, à que mais amo à luz de todas as conversas e olhares, de todos os gestos e toques subtis, a Ela, dona de sonhos que chegou, viu e venceu. E porque 2011 tem de ser melhor (que a fome de viver é infinita), porque é outro ano e a vida também o é, e quem não fez por isso que pense duas vezes antes de afirmar que não consegue, que não é capaz, que só de se pronunciar a palavra lhe prega verdadeiras partidas. O ano que entretanto acaba foi graças a todos os que contribuíram decisivamente para que hoje eu fosse o rapaz mais feliz do mundo. LB<3
Há muito que não sabia o que era escrever aqui, ou melhor, escrever-te. Não podia ter escolhido melhores momentos do que tenho vivido nos (quase) três meses a felicidade ao lado da melhor rapariga do mundo. Todos os dias me recordo que a vida é trabalho e este nunca pára de chegar, é de lutas, de objectivos e de futuros por conquistar: e na verdade, não tenho feito outra coisa senão garantir um futuro sempre melhor do que imagino - e de preferência com Ela. Sinto-me como um pássaro a voar, na liberdade do que lhe vai na real gana, e sinto-me o mais feliz que posso (ou ultrapasso o limite do poder), tudo por saber que em cada esquina eu vejo o teu nome e que sinto a tua pele macia na ponta dos dedos, fecho os olhos e te calo num longo beijo. És o melhor mundo que alguma eu pude andar, e despertar em cada hora para saber como estás, como te sentes, como andas. Para saber o que escondes num sorriso para mim - e que sorriso! - o que guardas no bolso das calças mordendo o lábio com doçura e malandrice, numa pura arte de sedução mágica que não me deixa indiferente. É um amor que guardo, que me faz querer-te cada dia mais, que me faz nunca perder o sentido da verdade e logo a mais pura: eu Amo-te tanto.
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