Corria a jorros esse dilúvio,
apontando na objectiva,
a luz que faltou, e a água desabou,
nenhum amor morre de água excessiva.
Correm sobre carris,
os traços de um destino minado,
o resto cansa, não as vontades,
não o sabor e os olhares admirados.
Dilui-se num dia normal,
abrem-se portas com o vento a soprar,
e o céu que chora, abraça-me,
"um dia vais lá chegar".
E a cama que me deito,
conversas de escombros, e companhias incertas,
se abrir a janela e libertar um suspiro,
encontro ruas por vezes desertas.