De tanto andar sobre essa escuridão, aprendi a olhar-te docemente entre as ramagens. Escondias-te e ouvia-te em risinhos premeditados, como se ainda fossemos crianças a aprender o abecedário e essas divisões estranhas que nem sempre tivemos a manha de guardar. Como se o mundo fosse um rasgado elogio, foste sempre preenchendo o espaço, sarando as feridas e tapando falhas incomensuráveis. E as vezes que soube esquecer de tudo o resto por breves instantes? As vezes que tornei em gestos o que os sonhos teimavam em sair? Existe uma outra parte que marca profundamente os meus passos, e que escreve todos os dias no meu corpo um beijo diferente, um toque subtil e uma alma renovada. E Belém acolhe-nos em sonhos de grandes conversas, em fazer crescer tudo o que temos direito. E o Tejo sabe de tudo, esse malandro.
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1 Comentário(s):
o Tejo é um malandro mesmo x)
mas Belém presenciou mais momentos!
e mais hão de vir <3
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