Aqui ficam as marcas pesarosas,
Que na vida vou deixando,
E lá fora de cara lavada,
Sou outro, melhor, com outro encanto.
Aqui deixo postulado,
Veia de artista, numa cultura sem precedentes,
E na verdade sou feito das carências,
Que a ter, disto me ria entredentes.
Perder o quer que seja,
Errar no ponto sem poder,
Não me contento com os actos que,
Me deixam sóbrio, sonhos que foram prestes a morrer.
E no dia a seguir, quando abrimos novamente o coração,
Novas vêem, novamente nos admiramos,
E agora sim, perdeste de vez,
O que tanto me custou pensar, todos nós pensamos.
Não levo tanta coisa a brincar,
Com experiência da seriedade que fui adquirindo,
E num Mundo de loucos, sem corpo para aguentar,
Vou ouvindo de fundo, os outros rindo.
Preciso do tempo para aprender,
Mas sobretudo dos objectos para absorver,
Senão arrisco-me a nunca saber,
O que da vida realmente posso ter.
