Vinha de tão longe, arrebitada,
a palavra dita, sufocada por dizer,
era doce e esbelta, e desfazia a cabeça,
quem nela pensava, e não sabia o que fazer.
E ela sabia o caminho, não era nova,
encaminhou anos sem fim essas palavras rimadas,
não gostava delas, eram interesseiras,
dizia ela que apenas serviam para serem mimadas.
Um dia apanhei-a desprevenida, "-Desculpa!",
e disse-lhe que o coração precisava dela,
ela contente, pulou de contente,
e lá me disse que a vida era mesmo bela.
Hoje dou-vos essa palavra,
que nada me saí com sentimento,
e a noite já vai alta,
agora e sempre, palavra, é o momento.
Mas se olho para ti e tropeço,
cai em mim essa maneira de te dizer,
o quanto gosto de ti nesse jeito,
nessa palavra que tu gostaste sempre de ler.
4 Comentário(s):
gosto tanto! :D
Belo poema.
Abraço.
palavras , para ti , já não chegam *
poeta da minha vida, sempre <3
Miminho no meu Blog David
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