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03 Dezembro 2009

Sombras

Apetece-me brotar em mim as lágrimas de quem se ofusca com as estrelas. Chegaram a ser únicas companheiras de longas noites de sobressaltos, que nem a lua tão vistosa e imponente chegava-me para merecer ser diferente de todos os outros astros que povoavam por cima da minha cabeça (como se tivesse levado uma pancada forte e eterna). Há noite difusas que não lhes acho a verdadeira essência, nem o amor do trabalho bem feito nem a consciência das horas perdidas, e tudo é tão complexo como extraordinário, que a vida tem mesmo de ser assim também. (Tu. Razão dos meus dias). E o traços divinos dessas praças de calçada ao vento, no trotear imenso e no vácuo desses cavalos de marcha, negros e indistintos nessas trevas chamadas realidade? E as fisgas que atiram essas pedras de faces bicudas, como se fossem gente de dentes á deriva à procura da fatalidade? É tudo fardos que se carregam, mas fardos de palha que o interesse só se baseia na força génica das virtudes que já nascem connosco. (Gosto de ti). E tudo o resto são mares que florescem em tempo de chuva, nas poças da alegria, nas gotas doces de cada beijo que recebemos de transplante de pessoas que muitas vezes não tem capacidade sequer de sorrir. (O teu é o mais belo). Vivo bem sem a minha sombra, mas não sem mim.

2 Comentário(s):

jo disse...

Também não vivo bem sem ti, gosto de ti e o teu sorriso é a estrela que ilumina a minha vida.

muito, sempre <3

Marilena' disse...

Lindo *.*