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19 Dezembro 2009

O maior amor que se pode perder, é aquele que nunca se pôde ter. Perde-se a essência, perde-se o importante. Porque os afectos são nuvens brancas por cima da nossa cabeça, de algodão como lhes gostam de chamar, mas não trazem chuva, outra cor aos meros pormenores do amor. E  tem-se de viver de tudo, tudo mesmo, até à exaustão emocional, até ao "dizer chega" e rebentar de vez que o contrário era apenas massajar o desinteresse e acabar com ele. O amor para mim sempre foi uma companhia: volátil, complexa, comprometedora, que para o odiarmos teremos de amá-lo primeiro, e eu nunca odiei nada senão o "não" quando se ama, o "não" quando se quer, o "não" quando não se quer esperar outra resposta. Mas não se pede para pensar depois disso, que tudo fica estranho aos olhos de quem cegou por completo.O que se aprende? Aprende-se a gostar menos? a não entrar em tentação? Há coisas que são demasiado próprias para se poderem distinguir aos sentidos, há coisas que não se acabam como se acabam as histórias de encantar. Se não se fecha um ciclo, algo tem de o preencher que não o fim.

2 Comentário(s):

Marilena' disse...

apesar de estar bonito, ha coisas com a qual nao concordo *

jo disse...

está lindo.