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07 Dezembro 2009

Há dias não. De memórias suadas e franjas descaídas sobre os olhos, de olhares vazios e primaveras por descobrir. Quem sou hoje para quem não me conhece de outra forma, e a pergunta resvala para o nada, para o incomum e para a insensatez, porque não temos letras assim todos os dias nem as vitórias se conquistam por puro prazer do céu. Não há estrelas e vai chover, e eu vou apanhá-la toda e vê-la escorrer face abaixo num pensamento mais indigno, mais sujo e mais conturbado que o erro é tão humano como nós somos. Nem errei neste dia de costas de voltadas, não fiz absolutamente nada. Mas elas saem - palavras para quê? - confusas e contraditórias, bem ou mal-dispostas, que tudo sente ou pensa e hoje apenas pensei. O que é gostar, e a pergunta faz sentido. O que é ter, e tudo foge por baixo do chão. Apenas é imutável e insubstituível tudo o que somos ou fazemos. Está feito, feito está. E a natureza é vaga, que ela manda em tudo o que é, e nós mandamos em quê? Não mandamos nada, a não ser que sintamos nada, sejamos vazios de tudo, e tudo se torne hipoteca de tudo o que não temos. PORRA! Que sou eu, e que faça algum sentido por amor de Deus. Mas, e tu? O que fazes dentro de mim se nunca te quis expulsar?

respondeste-me.

6 Comentário(s):

sara disse...

a verdade é que deveria deixar.
mas não consigo. não consigo ir-me embora, não consigo seguir o meu caminho. não dá.

Marilena' disse...

*.*

ana cristina disse...

está lindo. deixaste-me sem palavras querido. disseste tudo. LINDO :')

HSLO disse...

Brilhante!


Abraços

Hugo

jo disse...

:s

jo disse...

« há sempre uma maneira de mudar o que não se quer »

ESTÁ TUDO DITO.