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09 Dezembro 2009

E é estar calmo e reticente,
pensar encaixotado não era razão,
abro as portas ao dia, que a noite acabou,
chega da sonolência, assim vou,
para o mundo carregado de emoção.

Apetece beijar e tornar real,
nesse puro gesto de carinho,
que nunca se deve, dever,
que não se sabe, saber,
que atravesso num olhar do Algarve ao Minho.

Para quem cuida do que se sabe,
do que se mostra, vê ou conta,
é preciso estimar e conhecer,
ter tempo e saber,
que não somos bonecos que se monta.

E é ser-se mortal até nas lágrimas,
que apenas é única a oportunidade de viver,
que perdemos tanto de olhos tapados,
antes amigos, confidentes, que muitas vezes namorados,
que não tem de haver nunca nada a temer.

Amem, lutem, que a pele é vossa,
Que há dias-sim e dias-não,
e eu quero que assim seja, que não gosto do perfeito,
e é ter dentro um lugar estreito,
chamado coração.

6 Comentário(s):

Marilena' disse...

Lindo :)

Martina S' disse...

Yap, I know D..
Hey! e eu não sou bruta!, pelo contrário, sou bem meiguinha ahaha :b

também eu (:


(mesmo teu, "Amem, lutem, que a pele é vossa,
Que há dias-sim e dias-não,
e eu quero que assim seja, que não gosto do perfeito,
e é ter dentro um lugar estreito,
chamado coração.")

jo disse...

<3 - diz tudo.

Anónimo disse...

Es mta bom!!! xD

jo disse...

eu sei <3

Catarina Araújo disse...

Adorei este poema, mesmo*