15 Novembro 2009
Vamos dar cor a isto
Escrito por
David Marinho
Pus as mãos nos bolsos e deixei-me ir nessa despreocupação. As ruas eram largas, iluminadas à luz dos nossos olhos, e íam entrando nesse espírito de dia bom, de dia óptimo para alguns. Maus para outros. Na rua os letreiros dizem tudo, e vive-se nessa autonomia desesperada e correrias em passos lentos, que o tempo obriga à contenção mas não forçada dos sonhos que esses morrem tarde, se é que morrem mesmo. E como as coisas crescem não é? Como as memórias encurtam-se nestes momentos puros de chuvas perdidas, que o vento gelado traz-nos como pequenas broas de mel. As ruas são grandes e já ninguém se conhece, e muitas vezes só as notícias de quem desaparece faz regressar ao mundo o tanto que elas foram - onde está a verdadeira vontade de amar as coisas, onde? - e como a história que foi, já não são. Vamos crescer um bocadinho mais, está bem? Vamos só dar uso aos anos com boas receitas dessa alegria pincelada a medo, dessa vitória pintada a sacrifício, porque embora pese o facto de quase todas as maneiras de viver serem conhecidas, que seja a parte desconhecida que nos faça ficar e iluminar com a luz dos nossos olhos as ruas onde a vida acontece.
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
3 Comentário(s):
ahaha o som do teu blog... ^^Manifesto Anti-Dantas^^ *como está engraçado! *ja nao ouvia a tanto tempo =)
*e o teu texto??! woow que texto girooo David! ^^beijinhooo
é isso mesmo!!
Bora lá viver!!!!!
bj
teresa
Gosto :)
Enviar um comentário