27 Novembro 2009
A sorte não é um acaso
Escrito por
David Marinho
Sinto a pulsação constante no tempo. Esses baques, alegres vespertinos, acordam-me docemente nesse escuro do meu quarto que só uma fresta derramada pelo cortinado faz destoar o simples movimento do nada. Quando oiço a tua voz, que o silêncio embarga-nos nessa intimidade só nossa, oiço os sentidos a tremerem no vácuo das emoções, a despejarem algo que faça preencher a minha vida, alimentá-la, que não se faz luz como se nada acontecesse porque nada vem e é por acaso. Acasos não existem, simplesmente não tínhamos conhecimento disso. Tu rejeitaste sempre outro tipo de conhecimento que não o senso-comum, e eu gostava de ti por isso. Eras primitiva e tinhas a escola toda, a mais que só os génios poderiam atingir - e tu eras-o - tu confiavas na sorte como quem confia em si própria e acertavas sempre. Admitiste o erro e a intransigência. Idolatraste a originalidade e o pensamento. Gosto de viver porque esta é um desafio, um clássico entre mim e tudo o que está fora de mim. Que na alma temos mais do que pensamos. j
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3 Comentário(s):
Não tenho palavras para estas tuas palavras.
Apenas, OBRIGADA POR NÃO TE TERES IDO EMBORA QUANDO FECHEI A PORTA NA CARA DO MUNDO!
muito , muito, muito <3
opa, amo! adoro quando escreves, e quando me apareces sem aviso nenhum! continuas no mesmo lugar de sempre, porque nunca de lá saiste. David <3
ola David... =) ^^Sim és o tu o David a que me refiro!
*eu tambem tenho andado desaparecida... assim que tiver um tempinho, falaremos!
beijinhooo e obrigada pelo lindo comentário =)
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