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22 Novembro 2009

Palavras

Por entre frestas e grainhas,
por entre o luar e as encostas,
quando fico debruçado, só oiço,
o mar, neste baloiço,
de pensamentos de enxurrada.
Por entre vistas e visões,
por entre os carris e o tempo,
entendo esse fogo que arde,
nesse beijo teu de final de tarde,
quando ficamos sós nesse solfejo,
como num porto de abrigo que te vejo.
Suspende-se no ar essa poesia,
dessa natureza de incandescência,
e no vagão-sol, ouve-se esse tilintar,
solene, indescritível do teu olhar.
Intimido-me, assim fico,
embasbacado, preso nesse fio,
e de ver-te ao longe e sentir,
e de agarrar com tudo o teu sorrir,
As palavras ficam, e tu as lês.

4 Comentário(s):

jo disse...

Leio(te) sempre com muito agrado e essencialmente com muito coração.

Adoro-te meu anjo da guarda, de coração <3

Vanessa. disse...

As palavras ficam e eu leio-as, com toda a vontade e alegria, sempre que és tu a escrevê-las meu querido :)

disse...

Morra Dantas pim Morra Dantas pum

Marilena' disse...

os teus textos +.+