Nunca saberei ver as coisas senão assim,
como se as árvores fossem vento que abanassem,
Mas o vento não abana,
e eu não sou assim.
E saber estar, nessa loucura,
que é viver por si só,
sozinho e contente,
como se o abrir da porta trouxesse o sol da manhã.
É de noite.
E tu, brisa que me acalma o sono,
e te deitas sobre o meu dormir,
sabes, penso no contrasenso de saber,
que em ti encontro o sabor de te ver sorrir.
Entro pela porta errada,
sinto-te puxar-me por quem sou,
e vais vendo o quão errado me deixo levar,
se me abraças, é assim que me vou.
5 Comentário(s):
Sê assim e vai pela maré de quem te puxa para bons ventos. Portas erradas há muitas, mas depois de tantas abertas vem a certa. Basta só aquela paciância de santo que só tu sabes!
Simples beijo
Sofia Cortês
Muito bonito David =)
gosto mesmo muito dos teus textos.
Bjinhoos*
Muito bonito =)
Gosto mesmo muito dos teus textos.
Bjinhoos*
É sempre tão bonito o que escreves David, mesmo!!!
Já tinha saudade de todas estas tuas palavras; tristes ou alegre, tinha saudades ***
Como sempre, cativante :)
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