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15 Setembro 2009

Vivam

Soltou-se uma interjeição entre as palavras mudas. Silenciou o tempo entre os corredores cheios de nada, nesse pingar sucessivo de derrotas no negro das paisagens. Morreu a natureza, morreu o país, mas não morri eu. O joelho servira-me muitas vezes o apoio que não tive nesse pender incerto de cabeça vazia, serviu-me até as horas vagas e más para coisas que em tempo certo e consertado, nem era preciso usar. Não era essa mão que se estende nem sequer o conforto das palavras engraxadas numa bota que não encaixa. Por vezes é mais útil ser forte que bater, saber pouco que morar na ignorância, porque o pouco chega a muito e o nada não existe. E na consciência de quem deveria saber, não sabe, que a compreensão não tem preço e mais depressa se pagaria para se ser nada que compreender que não o é na verdade. Chega, chega dessa monotonia de gente que não o sabe ser e que a encontrar um lugar na vida não o faz, pior, não o quer.

7 Comentário(s):

Dark Princess disse...

Eu posso ser o teu 'joelho', posso servir-te de apoio quando quiseres :)

E sabes bem que te compreendo. :) Melhor que muita gente se calhar :P

Gosto do texto :) E obrigada pela cumplicidade existente.

Beijinho@

Débra disse...

o texto está bonito.

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Belo e sobretudo verdadeiro como só tu sabes escrever.

Abraço

S. disse...

Viver só pode ser dito no imperativo! ;)

Mafii disse...

adoro a musica :)
e sim, ha' mta gente qe nao luta por si, pelo seus objectivos, ha' msmo qem nao os tenha. *

débora f. disse...

já encontrei essa pessoa. :)

Marta Rosa disse...

''Chega, chega dessa monotonia de gente que não o sabe ser e que a encontrar um lugar na vida não o faz, pior, não o quer.''

Esta ultima frase parece tirada de uma peça de teatro, está mesmolinda (L)