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09 Setembro 2009

Ao rio onde cresci.

Vibrei na palidez das tuas palavras. Nunca pensei, nessas tardes de luar que visse tanto do que outro tanto me habituei a viver. E gostei. E voltarei. Voltarei porque todas as palavras que ficaram por dizer são quase promessas, e na minha humildade capacidade de ser alguém as promessas cumprem-se. Quando me sentava nas escadas com a água a bater-me nos pés, achava que trazia na alma o tanto que te queria dizer, e tanto eu perdi à espera que embatesses na rocha e salpicasses a minha vida com esses géneros de pôr-do-sol, de tiros de pólvora seca para o ar como se a atmosfera fosse alguém. Na verdade, talvez fosse. Não virei costas, apenas andei para trás, em frente, para te ver cada vez mais pequena, longínqua, e achasse que a desproporcionalidade existia em mim por seres grande à tua maneira e fazeres dos meus olhos a ambição de crescer a teu lado. Ao rio onde cresci.

5 Comentário(s):

Débra disse...

escreves tão bem :O

HSLO disse...

Belíssimo texto...viu.


abraços

Hugo

Pés de bailarina disse...

Mesmo fantastica cada palavra que usas-te para descrever tal espera.
Espera sempre, lutando, levanta-te e não esperes que ela salpique, agarra-a :)

Beijinho *

Débra disse...

Ando a lutar por isso :)
não precisas de agradecer

Marilena' disse...

ha 6 anos que para mim não ha presente :S

Mas agradeço mesmo a tua força :)