Nessa fraca luz de lampião pobre,
Destoavam os olhares em naturezas mortas,
Como se os lugares vagos fossem esconderijos,
E as ruas deformadas e tortas.
Caminho entre as falhas da calçada,
Pedra sim, pedra não,
Não vejo mais do que esse silêncio escuro,
Nem tão pouco as formas do coração.
Se o sinto bater, é como um fio que prende a vida,
Que nos pende em ouro pelo pescoço,
E vai dando ao frio um aquecer fugaz,
Que não deixa chegar ao osso.
E nesse achar incaracterizado,
Vou andando como um devaneio,
E se me esconder nessas nuvens o que sou,
Nem sou, nem serei,andando sem meio.
7 Comentário(s):
O Porto apaixonou-te, até para a música no blog :D
Não sei se é só a mim (e estou muito mais que habituada) que o cinzento apaixona todos os dias novamente =)
Giro
"Caminho entre as falhas da calçada,
Pedra sim, pedra não"
Que palavras lindas^^_
Beijo
Será normal eu amar tudo o que escreves??
ahah e eu ri-me com a tua observação. bem e então é assim, tu já começas a conhecer-me mais ou menos, e então.. pronto, eu sou mesmo assim.
se é para amar, eu até decoro cada promenor.
(woman factor (a))
e eu como ainda não tinha carregado este mês, fiquei sem dinheiro no telemóvel :s
perdi as sms gratis e nem sabia. só quando ia enviar-te e não deu, é que me apercebi que as estava a pagar e puff :x
GMDT*
E o poema está lindo.
Assim como a musica ao piano (a)
"Tens noção que a tua beleza imprime-se também nos teus textos?"
Não, sinceramente, não. Nunca consegui ver grande beleza nos meus textos, são mais desabafos escritos em 'vipes' de inspiração. Só escrevo quando estou triste, não sei porque..
E tu? Tens noção que o comentário que me deixas-te me fez chorar? :)
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