21 Agosto 2009
Acontecer
Escrito por
David Marinho
Hoje desfiz-me em objectivos cumpridos. E podia traçá-los em qualquer vista e cheiro a maresia que travei pela frente, ou na respiração semi-cortada, ou na versatibilidade de um gesto atónico perdido nos poderes do destemido e enfrentar os mostros da cidade. Fui sem rumo com os bolsos cheios de vontade de descobrir o encoberto por anos que não pude ver (ou tive a vista tapada). Os carris rolaram com a rapidez do vento, atravessando as pontes e túneis como se a segunda ou terceira, fosse sempre a primeira vez. Voltarei, sim, voltarei para descobrir muito mais do que pude pensar e imaginar que nas ruas da amargura também há esperança, que nas ruelas e íngremes escadas são feitas dessas calçadas e degraus que nos levam longe e que o medo tanta vez nos tira o pão da fome. Chego, e o mundo é igual ao que deixei. É meu e isso deixa-me satisfeito. E senti uma vez mais essa alegria destemida de ter de ir e voltar. Mas sabem, há coisas que não chegaram a ir e muitos menos a terminar sessão. Nesse amparo de quedas fortes, não é preciso que sejamos bons ou maus...que apenas façamos acontecer.
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8 Comentário(s):
Que palavras lindas, os caminhos escuros nem sempre nos levam a caminhos maus:D
Beijo grande!
"Mas sabem, há coisas que não chegaram a ir e muitos menos a terminar sessão."
A inspiração que o GRANDE PORTO dá às pessoas xD
E ainda tu não foste ao Dragão, senão isto é que era escrever :D
Eheh
Beijo,*
Bieste à Inbicta e nom disseste nada? :0
«Nesse amparo de quedas fortes, não é preciso que sejamos bons ou maus...que apenas façamos acontecer.»
adorei este texto, com o pedro abrunhosa de fundo, estou tão bem aqui.*-*
Meu querido, esses teus textos sempre fantásticos... Tinha tantas saudades de os ler :')
Estou de volta...
Um beijinho *
Pois acontece
e eu gosto das tuas palavras *
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