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02 Julho 2009

Viagem sem fim

Virara nessa noite,
O dia.
E de todas as possibilidades de sentir,
Ressentiu-se dessa alegria.
E olhar lá fora, de dentro do espaço semi-cerrado,
Neblina taciturna,
E um nó que te atravessa, dilacerado.
E perguntas ao silêncio, o que conseguiu escutar,
Desprezou-te,
Fraqueza que te fez alimentar.
A amargura das noites de boémia,
Virando estátua ao mundo,
Virando noite, enfim,
Nesse dia sem sol,
Nessa viagem sem fim.

6 Comentário(s):

Violeta disse...

sinto-te triste...

gostava de perceber(-te) melhor...

beijo

Sophia Ribeiro disse...

Lindíssimo... Deixaste-me simplesmente sem palavras...

Fátima disse...

É sempre "refrescante e delicioso" ler os teus posts.

Escreves de uma maneira diferente e interessante!

Continua assim...

Íris disse...

Quero agradecer a tua passagem pelo meu blog. Ainda bem que gostaste!
Quanto ao teu, espero passar por cá com mais tempo para me deliciar das tuas palavras.

Um beijo... fica bem!

Telm(inh)a disse...

O dom mantém-se. Só vim cá comprovar, apesar de acreditar na tua capacidade constante de encantar através da escrita (e não só!).

Grande beijo :-*

Carolina disse...

Bastante bonito, mais uma vez... e faz-nos pensar!
Escreves muito bem, parabéns :D

Beijinho*