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02 Julho 2009

Um dia como sempre

Eram ruas cheias de gente,
Eram surpresas de gente amada,
Hoje, na esperança de ver tudo,
Não vi nada.

Quis este mundo, sobretudo nesse amor,
Que o céu se escondesse mais,
Nem sempre os passamos bem,
Nem todos os dias são iguais.

Nessa estrela, dourado de veludo preto,
Nessa imagem, eclipses esvoaçam como turbilhões,
Esvoaça a emoção por um dia ou dois,
Esvoça a vida e as emoções.

É poder, calado e subtil,
Ouvir o meu nome cantado,
E olhar, nessa lágrima que me espera,
Emocionado.

Faz-me falta ter a certeza,
Que na rua onde passo, delicado,
Vou ver novamente as luzes que desciam do céu,
Em tons dourados, em veludo preto, por um bocado.

5 Comentário(s):

Anónimo disse...

excelente.
a unica palavra que posso descrever.

a tua sempre amiga, Sofia Ferreira

Martiniska disse...

"Faz-me falta ter a certeza,
Que na rua onde passo, delicado,
Vou ver novamente as luzes que desciam do céu, "

estranha sensação de proximidade com esta frase :)*

Violeta disse...

Gostei... mas querias que esse velude fosse antes de outra cor... nao quero essa alma tao negra...

beijo ...

S . disse...

Emocionada fiquei eu *

que lindo, David... mesmo!!

Sandra disse...

"Faz-me falta ter a certeza!" :) uauuu