24 Junho 2009
Vivam
Escrito por
David Marinho
Fui um devaneio entorpecido é verdade, e demonstrei-o no vigor das palavras. Nem sempre quis que o sol entrasse pela janela, e muito menos o vento segredado. E fui nesses dias de primaveras longas a réstia do som abafado pelas palavras mudas que chocavam desobedientes e riam-se da brincadeira sem grito que as pudesse calar. E nessas horas que perdi o sentido da virtude e o traço da personalidade, foram horas que não fui ninguém e não o quis na verdade: apenas fui um Deus auto-venerado. Aprendi a ser alguém, julgam-me? Aprendi mais um bocadinho nos intervalos das marés e fui nesse sorriso patenteado clamoroso que ancorava nos mares mais bravios dentro da costa que alcançava. Creio na esperança que a vida continue a ser tão boa de se viver, e que nada absolva as memórias que nos servem de tudo, e as ondas que nos trazem o mar das coisas que não queremos esquecer. Vivam.
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3 Comentário(s):
sinto-me culpada por isso :(
Por vezes andamos meio adormecidos, não estando totalmente conscientes do momento presente... são momentos em que todos nós passamos... e talvez sejam esses momentos que nos façam dar mais valor à vida.
Vive.. sempre com a esperança de que um dai sintas que valeu a pena viver...e pensar que o passado ficou lá tras e que apesar do sofrimento que a vida trouxe há mares que também trazem boas coisas..e isso vai(-te) acontecer acredita...
beijo enorme...
ln
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