O menino levou uma pedra,
E ninguém o segurou,
Fez-se na noite, em guerras memoriais,
E o menino que a levou, não se esqueceu, apenas nunca se lembrou.
A pedra, de vértices afiados,
No embate, estragos fez,
E o menino nem se preocupou,
Porque já não era a primeira vez.
As lágrimas que brotou,
Acompanhavam-no no seu sofrimento,
Debaixo dos seus cinquenta graus,
Faminto, nem havia vento.
Nas áridas e impenetráveis areias,
Já nada se podia fazer,
O menino sabia, o menino já havia pensado,
Iria morrer.
Olhou para o lado, na imensidão que alcançava,
Via mal, e no seu corpo definido tudo era definitivo,
E lá fora, onde os cães era mais bem servidos,
A vida era diferente, e para o menino mais instintivo.
Deitou o seu corpo desnudo,
No cobertor feito da guerra, das pedras e da vergonha,
Fechou os olhos e sorriu,
Imaginou que lhe levava uma cegonha.
E a sua alma, que ia longe,
Ia mais feliz, pronto a rejuvenescer,
Mas acreditava que a vida é tão distinta,
Que a uns não presta, e a outros não há de comer.
4 Comentário(s):
este texto fez-me lembrar as crianças de africa :S
é triste viver assim.. a espera da morte... :S
beijo
juro que adoro este blog *.*
Estou sem palavras... nem sei o que dizer... é profundo...
Snif snif... bem, estou a ver q continuas cada vez mais inspirado (ainda espero q te decidas a escrever o dito livro). Emocionei-me particularmente com estas palavras, quase me vieram as lagrimas aos olhos :(
Desculpa la ja n vir cá assim com mta frequencia, mas juro que continuo a adorar o q escreves =).
Qto ao meu ultimo post...enfim, é simplesmente triste.
Enviar um comentário