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20 Junho 2009

Toque

Percorro nesse poro aberto, uma fuga no teu respirar,
Sinto o pulsar,
Sinto-te.
E esse teu gotejar,
Que mil temperaturas derretem,
Derreto-me.
E não mais consigo falar.
E é ver-te, curvilínea,
Arquitectada,
Que nem os sonhos atingem,
Nem eu.
Nem Ninguém.
E nos olhares, assombrados de espanto, aflijem,
Alcançar-te.
E ao ligeiro toque, mesmo subtil,
Ansiedade,
Fascínio,
Loucura,
Gula.
E o mundo jamais voltou ao normal.

7 Comentário(s):

Fátima disse...

Uau! muito bom o texto! como não vejo aspas, suponho que seja original.

Gostei do blog, vou passar por cá mais vezes, se não importar-se, claro!

Violeta disse...

bela poesia...

esta sim pra mim foi a melhor de todas...

com toque de paixão...também tristeza... mas que no fundo atorna especial

beijo poeta =D

Pêjotinha' disse...

Gula 8)

(intervenção parva de quem muito estuda e mais come)

S . disse...

Gula ? Da melhor :)

Este jogo de sentidos... magnífico!
beijinho

Orquidea disse...

Olá gostei muito do blog especialmente desta posia , parabens pelo sentimento...Desculpa a invasão mas vou passando por aqui mais vezes
Bjs

Peregrina disse...

Gosto especialmente deste , menino David =)

Beijinho grande*

Flávia disse...

"Ansiedade,
Fascínio,
Loucura,
Gula."
Simplesmente fantástico!
Bjinho