Percorro nesse poro aberto, uma fuga no teu respirar,
Sinto o pulsar,
Sinto-te.
E esse teu gotejar,
Que mil temperaturas derretem,
Derreto-me.
E não mais consigo falar.
E é ver-te, curvilínea,
Arquitectada,
Que nem os sonhos atingem,
Nem eu.
Nem Ninguém.
E nos olhares, assombrados de espanto, aflijem,
Alcançar-te.
E ao ligeiro toque, mesmo subtil,
Ansiedade,
Fascínio,
Loucura,
Gula.
E o mundo jamais voltou ao normal.
7 Comentário(s):
Uau! muito bom o texto! como não vejo aspas, suponho que seja original.
Gostei do blog, vou passar por cá mais vezes, se não importar-se, claro!
bela poesia...
esta sim pra mim foi a melhor de todas...
com toque de paixão...também tristeza... mas que no fundo atorna especial
beijo poeta =D
Gula 8)
(intervenção parva de quem muito estuda e mais come)
Gula ? Da melhor :)
Este jogo de sentidos... magnífico!
beijinho
Olá gostei muito do blog especialmente desta posia , parabens pelo sentimento...Desculpa a invasão mas vou passando por aqui mais vezes
Bjs
Gosto especialmente deste , menino David =)
Beijinho grande*
"Ansiedade,
Fascínio,
Loucura,
Gula."
Simplesmente fantástico!
Bjinho
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