E nestas já embrulhadas letras que te escrevo, vou arremessando contra a parede o desejo de me conter. Este calor que resolveu a altura própria da estação trazer, trouxe também esse ar carregado de quês e argumentos indigestos, do qual me quiseste fazer de parvo por essa vida fora. Um dia disseram-me: "-Tu escreves a verdade da maneira mais crua e bruta" e rejubilei porque consegui mandar a mensagem do "Não me calo" e do "Defenderei a pátria até ao fim" na tentativa que nunca pudesses passar por cima. Essa história que soubeste encantar da Mãe natureza, encantou-me também enquanto não tinha capacidade para pensar nisso, até ao dia que me devolveste a inteligência e a memória que até aí me tinhas tirado. Nem na amada rádio passavam as grandes cantigas da tua vida, nem na postulada e mais que enraizada televisão se mostrava o pendor das grandes imagens que marcavam, e tudo porque sabias que as coisas são assim e não são como nós queremos. Faremos assim: eu faço questão de viver, de lutar e defender a minha própria baliza, mas condiciono-te, não serás mais feliz do que eu.
Se te dizem em toda a parte, viste o que acabei de dizer, Vida.
7 Comentário(s):
adoro! :D está muito bom *
=D
ly
Adoro o que vce escreve, e adoro igualmente VCE!
e sinto saudades!
beijinhs!
Este desabafo é uma ode à firmeza na dignidade. Muito bom. Mas que não fique azedume para um futuro que, de outra forma, pode ser mais risonho e feliz. O verão assalta-nos com os sentimentos de justiça, de nao ser parvo, mas que a quietude se siga como um caklor ameno e não um sol tórrido e abrasivo.
Firmeza na dignidade. Mas solto... para novos empreendimentos onde nao haja sequelas vivas: apenas recordações que ensinam..
Grande abraço, amigo
Sincero, como sempre :)
Sem palavras!
Dizes sempre tudo, mesmo...
beijinho
Muito bom. Eu gosto quando as tuas palavras viram flechas :)
é genial.
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