AVISO: Todo o conteúdo deste blogue foi feito por mim, salvo raríssimas excepções. Não copio, não o faça também! Obrigado

04 Abril 2009

Sorriso escondido

Nesse fugaz silêncio fluorescente vindo do nada, e sentado na ombreira da porta lendo calmamente o meu jornal, sentia de fundo a brisa tocar-me suavemente a pele, dando-me a ideia de que a temperatura baixara entretanto. Lia e relia, na tentativa de ver o tempo passar e nada de novo acontecera - tudo parecia normal na velhíssima capital do sensacionalismo e da pura e sangrenta estupidez. Muitas vezes dava por mim a pensar no amanhã sem sequer ter noção do que isso seria ou do que pudesse acontecer, mas a verdade nisto tudo é achar que onde se ouve um apitar de um carro, um acidente ou um simples arrombar de portas, tudo passou para o lado da normalidade, e as pessoas também. Não acredito em mundos perdidos, mas sim naqueles que não sabem o que aqui andam a fazer e por isso o combate mais eficaz às coisas é assumi-las como suas mesmo não tendo capacidade para as ter, e fora esse indubitável presságio, há que conter dentro de si que num olhar presente de quem amamos, há sempre uma palavra a ser dita e um gesto a ser escutado. Não era muito longe de onde eu estava, mas levantei-me, sorri e segui o meu caminho.

4 Comentário(s):

Universo sem fim disse...

O importante é sempre seguir..mas nunfa ficar parado!

Sandra disse...

Uau David este está magnífico, amei!
Acho que fizeste muito bem em sorrir e seguir o teu caminho. Acho que é essa atitude que todos nós devemos adoptar perante um ou outro obstáculo!

Beijinhos *

S . disse...

E esse mundo interior é o que nos vale muitas das vezes...
e quem para nós é o mundo também.

Sempre enorme, David.

Beijo*

Flávia disse...

Olá....Sei que andei desaparecida mas voltei ;)

Quantas e quantas vezes não assumimos como nosso coisas que pensamos ter mas, na verdade, não nos podem pertencer..?!

Mais um maravilhoso texto....gostei mesmo muito =)

beijinho