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24 Março 2009

Uma lágrima que cai

Sentei-me, volátil, nas cadeiras do cinema,
Sozinho na sala fechei os olhos sem querer,
E acordei inundado no negro das mágoas perdidas,
Que olhei, cabisbaixo, sem nada dizer.

E quem nunca me vira chorar, fi-lo cedo demais,
E porque as emoções erram, a alma não perdoa,
Cansado da cabeça, as palavras não saiam,
Uma cidade a escurecer, esta de Lisboa.

Um dia, em mar bravo, dia agitado,
Li e reli nas páginas do diário que "Quem ama, tem medo de perder.",
Pois só não amam os que tanto prezam a vida,
Como aqueles que nada têm a temer.

E o cheiro que vais brotando,
Dessa maresia incomum em que te viste,
Ainda guardo de olhar lavado em lágrimas, no coração,
A última vez que me sorriste.

Conforta-me duramente,
Acordar de manhã e ver o mundo,
E num pedaço de sal que cai desamparado,
Surge-me um pensamento mais profundo.

E o estômago que anda às voltas,
Ansioso de relógio a baloiçar,
Peguei numa estrela que vagueava nua pelo céu,
Trouxe-a à terra para a beijar.

3 Comentário(s):

Ana Sofia disse...

por vezes sao as magoas que nos permitem dizer: estou vivo....

Violeta disse...

:(

que ela te conforte e te acalme esse mar revolto dentro de ti... e consiga iluminar a tua escuridão =D

amt

Vanessa. disse...

Sempre com belíssimas palavras!