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23 Março 2009

A simplicidade da vida

O dia acordou cansado. Não via nada senão o rodopiar constante das horas que despertavam para uma manhã frenética. Ninguém em casa, apenas o silêncio. Esse pobre e honesto silêncio que tanta companhia fez às horas que a madrugada não conseguiu dormir, e que despontou a atenção e concentração que tanto foi devido nas alturas certas. Foi importante e eu prezo imenso o silêncio. A rotina era isto, e daí era obrigatório não passar disto, porque nem o ribombar do comboio contra os carris fazia prever bom pronúncio ou uma certa curiosidade de bem-estar, "-Onde já ouvi esta história?". E o resto do dia, sem nada de novo para contar acabaria com as perguntas que tinham de ser feitas e as respostas por serem dadas. Um ritual, uma espécie de concentração de energia para poder arrumar o quanto antes as milhares e milhares de pequenas pontas sucintas de dúvidas que se vão explodindo, como estrelas-novas, dentro da minha cabeça. E uma dessas questões tive eu de a responder: "-Quem não vive porque não quer, simples, não quer viver."

2 Comentário(s):

S . disse...

também prezo o silêncio (:

um belo texto *

Ana Sofia disse...

eu quero viver.... principalmente se te tiver por perto... XD.... texto nito, mas nao tanto como tu...

ILY... kiss