Na vasta visão que dos teus olhos vêm o mundo,
E da tua boca quando saem as palavras correctas,
Jamais te afirmarei que o tempo parou no tempo,
Ou se nas respostas, acertas.
Foi um adeus prematuro, e os ventos correram com o sofrimento,
Eu antes dizia-te que eras futuro, e hoje não passas da memória,
Porque viver à custa do sol, magoa,
E viver nas tuas costas, inglória.
Pega no comando da televisão e liga em qualquer canal,
Lá fora o vento não passou, outras coisas vieram,
E não penses que, por mais virtuosa que seja a tua alma,
Não foi isso que me disseram.
Ajudar-te-ia nesta longa caminhada,
Se não estivesse atrasado para trabalhar,
Larguei uma geração preciosa dos meus tempos,
A conquistar emoções para um dia eu recordar.
Antes eras eu, juntos éramos nós,
Ninguém diria mais nada senão desalmadas de espanto,
Hoje desejo-te uma boa noite estrela,
Para que um dia não te volte a encontrar naquele triste e moroso pranto.
2 Comentário(s):
o mor.... calma.... o pranto em que por vezes uma pessoa se encontra é o "atalho" para alcançar a calma e de certa forma o "bem-estar"...
Bjos mor...
Texto lindo como sempre... ILY
tocou fundo..
pena as memorias nao se apagarem quando a historia acaba :S
beijo grande
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