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18 Fevereiro 2009

Quando se é pequeno

Tapei os ouvidos aos gritos com medo de me assustar. Não era ninguém, e ninguém havia para acudir. Pedi misericórdia, fui rejeitado como quem rejeita uma criança do seu presumível doce ou brinquedo por estrear. Quis arriscar, da mesma maneira que arrisquei toda a vida sem saber e olhei para cima (sim, eram grandes demais para a minha estatura) e tropecei neles. Fui cuspido por um, fui quase arrancado à força do berço da vida por outro, mas não havia sombras ou vultos, muito menos alma...apenas o sustenido das vozes que as pessoas que à minha volta, abismadas com a minha presença infortuita e assustada, riam-se sem ouvir nada. Tapei a cabeça com os braços.

Senti o toque suave de uma mão.

Era a minha mãe.

6 Comentário(s):

Sirigaita disse...

:)


hoje senti saudades da minha mae!não significa que passo pouco tempo com ele..simplesmente acho que não tenho passado tempo de qualidade com ela! e hoje senti essa necessidade.. a necessidade do toque e do abraço que tanto me protege quando eu preciso.. :)


beijinho e bom resto de semana

Peregrina disse...

A mãe... bem tão precioso que temos na vida, não só em criança. Há que valorizá-la durante toda a nossa vida. Ninguém nos amará tanto como ela :)

E tu, já deste um abraço à tua mãe hoje e já lhe disseste o quanto gostas dela?

Um beijinho *

ParadoXos disse...

trazes a inpiração à flor da caneta e desliza assim - leve!

abraços

ลndreia disse...

Está sempre lá... *

Ana Sofia disse...

a nossa mãe e um bem precioso...

quero-te ver mais animado... pq apesar de estar a 300 km sinto que pra ti estou apenas á distancia de um abrir de olhos...

Bjos

da cor da imaginação.C.V.M. disse...

:) fizeste-me sentir com o teu texto momentos passados... e no fim fizeste-me sorrir. gostei do teu blogue vou voltar com certeza :)*