O mar revoltoso neste barco parado,
Altos e baixos, de mastro ao alto sem velas pendentes,
E quando a vida passa, tempos correndo,
O que não vivemos, facilmente falamos entredentes.
Mas o que custa aceitar, em mil porquês,
Neste frio, nestas paredes, neste Mundo,
Que as árvores quando se movem são natureza,
E as pessoas, mera tristeza.
Orgulhosas maneiras de aqui dizer,
Que o importante, além de tecer,
É das palavras reter.
E que nalguma vida, nalguma geração,
A vida só o é e deixa de ser,
Quando parar o coração.
Altos e baixos, de mastro ao alto sem velas pendentes,
E quando a vida passa, tempos correndo,
O que não vivemos, facilmente falamos entredentes.
Mas o que custa aceitar, em mil porquês,
Neste frio, nestas paredes, neste Mundo,
Que as árvores quando se movem são natureza,
E as pessoas, mera tristeza.
Orgulhosas maneiras de aqui dizer,
Que o importante, além de tecer,
É das palavras reter.
E que nalguma vida, nalguma geração,
A vida só o é e deixa de ser,
Quando parar o coração.
8 Comentário(s):
Penso já to ter dito que consegues fazer poesia com rima sem deixar de ter qualidade, o que nao é facil.
Neste caso não fugiste à regra. :)
Abraço :)
O que não vivemos, não é nosso verdadeiramente. É apenas o que não se viveu... *
utilizo a expressão "carpe diem" para tirar sentido deste poema ;)
excelente *
Lindo David :)
adorei o poema. lindo!
adorei o poema. lindo!
tipico teu, lindo como sempre.... escritor consagrado es tu.... e bem, a tua "admiradora" tá aqui de volta, sempre atenta a ti.... :$...
Bjs fofos como tu!!!!!!
"A vida só o é e deixa de ser,
Quando parar o coração."
adorei...muito bom!
beijinho
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