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04 Fevereiro 2009

Até lá há vida

O mar revoltoso neste barco parado,
Altos e baixos, de mastro ao alto sem velas pendentes,
E quando a vida passa, tempos correndo,
O que não vivemos, facilmente falamos entredentes.

Mas o que custa aceitar, em mil porquês,
Neste frio, nestas paredes, neste Mundo,
Que as árvores quando se movem são natureza,
E as pessoas, mera tristeza.

Orgulhosas maneiras de aqui dizer,
Que o importante, além de tecer,
É das palavras reter.

E que nalguma vida, nalguma geração,
A vida só o é e deixa de ser,
Quando parar o coração.

8 Comentário(s):

Daniel Silva (Sair das Palavras) disse...

Penso já to ter dito que consegues fazer poesia com rima sem deixar de ter qualidade, o que nao é facil.

Neste caso não fugiste à regra. :)

Abraço :)

ลndreia disse...

O que não vivemos, não é nosso verdadeiramente. É apenas o que não se viveu... *

AnaB disse...

utilizo a expressão "carpe diem" para tirar sentido deste poema ;)
excelente *

Vanessa. disse...

Lindo David :)

Priscila Petrarca disse...

adorei o poema. lindo!

Priscila Petrarca disse...

adorei o poema. lindo!

Ana disse...

tipico teu, lindo como sempre.... escritor consagrado es tu.... e bem, a tua "admiradora" tá aqui de volta, sempre atenta a ti.... :$...

Bjs fofos como tu!!!!!!

Flávia disse...

"A vida só o é e deixa de ser,
Quando parar o coração."

adorei...muito bom!

beijinho