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29 Janeiro 2009

Um pouco de tudo

É no branco dos azulejos, cismado,
Sombras ocultas do cinzento enublado,
Chove mil águas, escorrendo,
Afunilado sejas mal-amado.

O chilrear nervoso dos pássaros, de longe,
Presenças imprevisíveis vagueiam despreocupadas,
E a barulhenta água que vou vendo nua,
Encontram terras húmidas dilaceradas.

A quietude nula observada,
Chuva que cai e não molha,
Intensidade que muda, cada vez menos amada.

Vou repensando nas folhas que leio,
O futuro é como a água:
Precioso, creio.

4 Comentário(s):

Daniel Silva (Sair das Palavras) disse...

Muito bom...

Sandra disse...

uau :D *

Pinipom disse...

beijo solto...

hoje mais que nunca...sem palavras

amt

Paulo Sempre disse...

"Acreditar que um ser não sofre quando os olhos nada exprimem é um erro fácil de cometer", "O desperdício da vida está no amor que não damos nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca"..., "podemos nunca cometer erros e mesmo assim perdermos"