07 Janeiro 2009
Só vive quem quer
Escrito por
David Marinho
Pousei a palma da minha mão sobre a face esquerda e apreciei quem via. Via tudo menos o que me mostravam...sempre fui assim. Às vezes pediam-me para ser mais sensato e prescrever apenas o essencial e eu lá passava por cima dessas coisas e virava do avesso todas essas complicações, deduções, lógicas - devaneios da alma, dizia eu - e assim fui sendo observado. Não esperava que acontecesse, não, não era próprio de mim que pudesse ser o alvo e às vezes a própria seta, mas não evitei (devia?). Vi que tudo tomava rumos estranhos, nublados, e as resoluções era meras distâncias sucessivas, concretas ou abstractas, e foi nascendo em mim essa maneira doce e subtil de ver o Mundo com olhos meigos cor verde de primavera. Nasceu muito mais do que esperava, e as datas que se foram passando, todas elas registei e registo num olhar presunçoso, intimidante. E tanta vez que me debrucei nas minhas teorias do "Só vive quem quer".
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
1 Comentário(s):
«foi nascendo em mim essa maneira doce e subtil de ver o Mundo com olhos meigos cor verde de primavera.»
é bom ver o mundo assim..claro que nem sempre é o que nos rodei...mas nao faz mal sonhar... =D
amr.t
beijo solto
Enviar um comentário