
Mais um ano que passa, mais um ano com tão pouco para dizer. Foi um ano feliz, sim, mas o que aconteceu de mau, afectou-me com uma profundidade, com uma categoria semblante. Aos olhos daqueles que se passeiam vagamente perto de mim, talvez fossem achar delinquente esta forma de estar e de pertencer ao reino das mentes atípicas, dos gestos inconclusivos, estúpida forma de um negativismo puro, estranho e diferente. De tal forma que nem sei o que melhorei, nem sei o que fui a 100%, e achava eu que saber o o que sou não me daria mais o direito a descobrir a vida com outros olhos, por saber desde logo o que me esperaria...de mim próprio, mas não e hoje sei que estou completamente enganado. Escrevi algures o porquê de escrever, o que procurava nas letras, nas entrelinhas daquilo que eu próprio sentia e com tão pouco tempo de arrumar de vez isto tudo, tanto há por descobrir. Guardo dentro de mim o que gostaria tanto de arrancar à força, de expelir compulsivamente o que tanto engrandece o medo de enfrentar esses monstros, fantasmas que afastam o brilho, a garra e a disponibilidade para voar, fantasmas que desterram a neblina e a chuva dos maus presságios e a companhia terrível daqueles pedaços da veia solitária junto à praia dos vencidos, e sempre tenho a responsabilidade de assumir a não-desistência daquilo que foi sempre o padrão normal da vida que levei. Acho que teria de acabar 2008, por isso, 2009, até já.
